A melhor definição do ato de escrever que li nos últimos dias

5 de setembro de 2011 Deixe um comentário

“I’ve said before that I think writing is an illness, not a profession. The world of difference between the writer who is up at the crack of dawn, putting down words until their eyes have gone teary and their vision has blurred, and the person who writes “when they feel like it” is enormous. It’s the difference between a professional and a diletante. It’s the difference between doing it because you have no alternative, and doing it as a hobby. This distinction has no immediate reflection on the merit of said writing, mind; I’m more than willing to accept that the hobbiest will occasionally knock one out of the park. I just cannot accept that the same hobbiest is likely to hit the metaphoric ball consistently.
I also believe that writing cannot be taught, per se. The nature of the craft is so intensely individual that what works for one may not, perhaps even cannot, work for another. But more, the nature of the craft is tied directly to the crafter; I write the way I write, the stories that I want to tell, the way I want to tell them. The exact same stories, with the same beginning, middle, and ending, in the hands of (using comic writers, here) a Gail Simone or a Mark Waid or a Kelly Sue DeConnick become, by necessity, different animals. Who we are as people is different, thus our view of the world is different, thus our stories, inherently, are different, even if they are ostensibly, apparently, the same.
Writing cannot be taught, perhaps. But it can be learned. It can be learned through reading and thinking and doing. I cannot read your work and tell you “do this, do that, do the other,” and make you a writer. I can, at best, read and try to understand what it is you’re trying to achieve, and judge its success or failure in my own eyes. I can tell you where I feel you stepped wrong, I can suggest ways to correct the perceived error. I can tell you what isn’t working, and why I think that is the case. I can offer to you those writers I hold in high esteem, and sometimes point to their expertise, their tools, their techniques, offering them as examples to emulate. I can offer my own tips and tricks and advice and experience, but in the end, that is never enough, because you have to do the writing yourself, and writing is perhaps the most intensely isolating, solitary artistic endeavor of our species. You are, ultimately, on your own.”

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Porteno

29 de agosto de 2011 Deixe um comentário

Antes de lançar esta pele para longe, lembro me de teus olhos. Entre a noite negra e as patas que me movem, são os seus olhos a lua para quem uivo, toda a saudade e dor que perfuram a noite em direção a um leito que hoje está longe demais.

As vestes incomodam demais, assim como todo o ruído que ecoa dentro do meu peito, e caem ao chão, pesadas com todas as máscaras que tenho vestido nestes anos para poder caminhar entre os humanos que tanto amas.

Sozinho, à beira do Porto, canto a canção que me foi ensinada pela única mãe que reconheci como tal, senhora dos que caminham como homens mas que correm com os lobos. Deixo para trás a espinha ereta, as belas letras erigidas em honra ao entendimento que hoje não me serve.

Cubro-me com manto de estrelas
Brilhos diáfanos
Olhos de sereias
E negrume de silêncios

Correndo por trilhas
Pulando fogueiras
-vaidades alheias-

Pouco importa!

Deixo para trás
Mil mentiras
E na solidão
Sou uno
Livre.

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Malabarista de Palavras

13 de agosto de 2011 Deixe um comentário

Certa vez nos encontramos, você e eu, numa das encruzilhadas nos caminhos de aço e plástico tão comuns às grandes cidades.  Provavelmente você não se recorda; estava atarefada entre o ir e o vir, e eu estava apenas pedindo uns trocados. Entre uma olhada e outra no celular, provavelmente mais smart do que eu poderia ser, perguntou o meu ofício.

Se eu fosse um tantinho mais sincero, eu responderia “saber”… mas como a sinceridade tende a atrair a hostilidade e a verdade nesses dias de inverno é vista como algo perigoso, resolvi deixar a verdade dentro dos meus bolsos e respondi que meu ofício é apenas jogar palavras para o alto e não deixar que caiam fora de seus lugares.

É, eu sei: essa parte costuma arrancar alguns risos tímidos, alguns de espanto e outros de pena. Estou acostumado; nem todos nascem para serem médicos ou advogados, e acredito que qualquer atividade que coloque o pão na mesa acaba por me servir.  Lembro que me perguntou se eu não sentia falta de segurança, sendo malabarista.

Segurança, palavra bonita . Vou até dar uns passos para trás, porque tenho que me preparar ao arremessar essa para o alto. O que? Causa assombro? Deveria, senhorita, essa palavra é perigosa!

Segurança é a maior inimiga dos mortais – e a frase não é minha, acredite. E já que tenho que lidar com essa terrível fera, desejada por muitos, pois não compreendem quão perigosa ela pode ser, e só vêem a bela pelagem e esquecem dos terríveis dentes que podem destruir a criatividade e a verve do homem que a possui, permita-me repassar o único jeito de domar esse bicho arisco, ensinado por um cavalheiro que era muito bom em criar trabalho para os outros:  O único tipo de segurança que o homem pode ter é uma boa reserva de experiência, habilidade e conhecimento. É desse tipo que a mui hermosa moça queria?

A-Ha, vejo que nem tudo esta perdido, senhorita: Os belos dedos de pianista tremem sutilmente; os olhos dardejam em busca de algo que não sabe muito bem o que é. Ouça bem a canção deste momento; é um tipo de ave que a canta, não sabes? Feia em plumagem e enxotada por todos, mas canta as mais belas canções e possuem o dom mágico de fazer os homens e mulheres que a escutam mais sábios. Escute a dúvida.

O que? Já desististe da segurança? Não, tudo bem, deixe-a para aqueles que não precisam, tanto assim, da sua criatividade. Pergunta-me sobre o conforto? Tenho, acho, as palavras certas!

Conforto, vendido e separado

como verbo, adjetivo e substantivo

cada vez mais caro!

digo-te não

conforto bom é barato!

chocolate na boca

sol no inverno

e brisa na praia

comida de avó

isso sim, é conforto!

que dura até os oitenta

e não gasta.

… e obrigado pela moeda!

Conforto é fazer o que se faz de melhor, livre e desimpedido como o respirar. É ser livre em qualquer pele ou máscara que se vista, com espaço suficiente para uma boa espreguiçada. Comfortável é confabular com todos os seres viventes, visíveis ou não. É ter nascido há dez mil anos atrás e não ter nada que não saiba demais/ de mais🙂

 

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Marcador

26 de julho de 2011 Deixe um comentário

Quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete? Quantas são as máscaras necessárias para evitar a célere loucura de uma alma sensível exposta à vil mediocridade cotidiana? Quantos somos, afinal, em um coração ou em um cérebro?

Uma vez uma fábula moderna comparou ogros à cebolas, e sou obrigado a concordar (no que tange às camadas, não a fazer mulheres chorar) com a metáfora. Assim como sou obrigado a concordar com os invisíveis magos que fazem do caos primevo seu maior artifício, ao abolir o “eu” e ao se deferirem a si mesmos, o fazerem em um coletivo “nós”.

Tantas são as personas quanto são os sonhos deixados para trás; em nossas cabeças há espaço mais do que suficiente para cada deus, deusa, herói ou monstro já imaginado. E este que escreve, maior covarde de todos, brincou e enganou sob tantas formas e máscaras que cansou de si de tal maneira que não encontra refúgio nem semelhantes.

O coração ainda bate, mais selvagem que nos seus anos em que neve não havia em seus cabelos; o espírito ousa e os olhos sorriem, mas onde encontrar uma palavra de afago, uma aventura, um suspiro de menina? Como saciar esta fome que consome, as páginas em branco, o turbilhão de idéias que não propicia o descanso?

Vivendo mil vidas em tinta e papel, rasgando pele, músculos e tendões que aprisionam todos os sonhos do mundo. Esquecer a gloriosa ruína que me tornei e abrir a janela e deixar o vento soprar a poeira do conformismo e as teias de aranha do receio para longe. Sou livre lançando meus pensamentos sobre o mundo, e o resto… Nada mais é do que a fita de tecido que marca a página do tempo que me resta.

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Sabe a volta do blog…?

16 de julho de 2011 Deixe um comentário

Acabou de ser ligeiramente postergada pela chegada de um livro que eu esperava há muito: dance with dragons, do genial R.R martin. Para quem curte fantasia com uma saudável dose de thriller político, e uma boa escolha.

Enfim, nao irei postar aqui maiores detalhes a fim de nao spoilar ninguém, e assim que terminar a leitura faço uma resenha.

Ate lá,

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Se alguém ainda estiver por aqui…

10 de julho de 2011 Deixe um comentário

…isso aqui vai voltar a ativa em breve. Stay tuned!

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Afago

9 de novembro de 2010 Deixe um comentário

Pede um afago como quem pede desculpas
meio de lado, como menina travessa
quando o mundo sufoca.

Menina, coração como o teu
não pede, reina absoluto
neste imenso deserto
do eu – eu -eu

E tal qual como paradigma
sofre de solidão imensa
por procurar o que não acha
e achar-te sozinha

Ora, amiga minha
olha à tua volta
– tudo que é único é adorável

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